quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Número de transferências trava saída de Giancarlo do Guarani para o Ceará


Giancarlo Atacante Guarani Bugre (Foto: Rodrigo Villalba / Memory Press)







O Guarani correu o risco de perder Giancarlo logo depois da estreia do atacante e acabou salvo por uma questão burocrática. Com cláusula no contrato que obriga o Bugre a liberá-lo em caso de ofertas de times das Séries A ou B, o jogador apresentou uma oferta do Ceará. Segundo o gerente de futebol bugrino, Waldir Lins, o número de transferências em uma mesma temporada travou a situação. 

Antes de desembarcar no Brinco de Ouro, Giancarlo esteve vinculado a Paraná e Botafogo-SP em 2015. Um quarto contrato interestadual infringiria uma resolução da CBF. Diante do cenário, o Guarani até acataria a saída, por força de contrato, mas tratou de explicar o caso para o atleta tomar a decisão. 
- Investigamos e soubemos que seria a quarta transferência interestadual, algo que não é permitido. O Giancarlo saiu do Paraná para o Botafogo-SP. Nesse caso conta uma transferência. A volta dele para o Paraná contabiliza a segunda transferência. E a terceira foi a vinda dele para o Guarani - comentou o dirigente alviverde, em entrevista à Rádio Bandeirantes, de Campinas, nesta quarta-feira. 


Giancarlo terminou o último ano como artilheiro do Paraná, com 20 gols, mas foi emprestado para disputar o Paulistão pelo Botafogo para cortar gastos. Mal no Pantera, onde saiu zerado e com poucas chances, voltou ao Paraná para pedir a rescisão contratual por salários atrasados. Conseguiu a liberação em junho, passou um período treinando na Bolívia, sem acerto, e chegou ao Guarani há duas semanas, como aposta para o ataque. 
A estreia aconteceu no último domingo, quando começou como titular contra o Guaratinguetá. A vitória por 1 a 0 foi garantida no segundo tempo pelo substituto de Giancarlo, Anderson Cavalo, que, com dois gols nos últimos dois triunfos, surge como principal concorrente pela camisa 9. 
Sem Giancarlo, o Ceará agiu rápido e fechou nesta quarta com os atacantes Mazola e Júlio César. Além deles, o elenco para o setor ofensivo conta com Fabinho, Rafael Costa e Siloé, além de Assisinho, que passou por cirurgia e retorna somente em 2016. Com apenas 12 gols em 16 jogos, o Vovô tem o pior ataque da Série B ao lado de Boa Esporte e Atlético-GO. Por essas e outras que o time ocupa a lanterna da competição, com 11 pontos. 

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